Fachadas
Gabinete de Arte

Prefeitura de Belo horizonte
Ano 1999

Helena Netto não pede licença para entrar no paraíso. Tem as Chaves do Olimpo, detentora de saberes milenares. Domina o movimento, o equilíbrio, a harmonia. Une a leveza do do haicai à intensidade do trovão, esculpe a matéria com espírito.
Alécio Cunha
Jornalista do Jornal Hoje em Dia

Uma leitura política poderá também ser apreendida. Ao apropriar-se do lúdico com co-responsável pela organização de sua proposta, Helena Netto explicita e reclama pela ausência de um potencial original nosso: o ideal da transcendência. Assim identifica o esgotamento de uma fala formal e técnica, que nos envolve, explica além de si mesma.


Escritor e Poeta

Mas sua compulsão criativa indomável é multidirecional, e Helena pesquisa outros materiais, realizando-se com pleno domínio da forma em todos eles, da sucata à rigidez do ferro, do metal amarelo e do aço.
A artista não se rende à criação de pequeno porte, embora passe também por ela. A obra assume preferencialmente o caráter da monumentalidade, contrastando seu exacerbado comportamento feminino e fragilidade física.


Crítica de Arte pela Associação Brasileira de Críticos de Arte


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